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A História do Supremo Conselho de SP: Origem, Ruptura e Consolidação

19 de mai.
2 min de leitura

A trajetória do Supremo Conselho dos Graus Escoceses 4 a 33 para o Brasil está profundamente ligada aos movimentos históricos da Maçonaria brasileira, especialmente no contexto das transformações institucionais ocorridas ao longo do século XX. Fundado em 27 de outubro de 1972, em São Paulo, o Supremo Conselho nasceu de um momento decisivo, marcado por tensões, divergências e pela busca de autonomia filosófica.


O Contexto que Precedeu a Fundação


No início da década de 1970, maçons paulistas mantinham diálogo com o Supremo Conselho do Grau 33 sediado no Rio de Janeiro, buscando estruturar e expandir os trabalhos dos Altos Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito no estado de São Paulo. Como resultado dessas articulações, foi criado o Consistório de Príncipes do Real Segredo nº 2, que passou a desenvolver suas atividades filosóficas com harmonia inicial.


Entretanto, como ocorre em muitas organizações humanas, divergências internas começaram a surgir. Disputas de poder, insatisfações e interferências externas contribuíram para um ambiente de instabilidade. A substituição da liderança do Consistório, determinada por instâncias externas e percebida como imposição, gerou forte reação entre os membros paulistas.


A Cisão de 1972: Um Marco Histórico


O ponto culminante desse processo ocorreu em 27 de outubro de 1972. Em uma sessão marcante, após intensos debates, os membros do Consistório decidiram, por unanimidade, desligar-se do Supremo Conselho então vigente no Brasil.


Na mesma data, sem interrupção dos trabalhos, foi fundado o novo Supremo Conselho dos Graus Escoceses 4 a 33 para o Brasil, estabelecendo sua sede na capital paulista.


Esse momento representa não apenas uma ruptura institucional, mas também a afirmação de autonomia e identidade de um grupo que buscava preservar seus princípios e sua forma de atuação dentro da Maçonaria filosófica.


A Primeira Administração e Consolidação


Logo após a fundação, foi formada uma comissão responsável por convidar o primeiro líder da nova instituição. O escolhido foi o Irmão Dr. José Menezes Júnior, que aceitou o desafio de presidir o recém-criado Supremo Conselho.


A partir desse ponto, iniciou-se um longo processo de construção institucional, marcado por desafios, mas também por conquistas significativas. Ao longo das décadas, a organização foi se estruturando, expandindo suas atividades e consolidando sua presença no cenário maçônico brasileiro.


Mais de Cinco Décadas de História


Com mais de 50 anos de existência, o Supremo Conselho de SP construiu uma trajetória baseada na preservação dos valores do Rito Escocês Antigo e Aceito, promovendo o aperfeiçoamento moral, filosófico e espiritual de seus membros.


Sua atuação é orientada por princípios fundamentais como:


Liberdade – valorização da consciência e da dignidade humana;

Igualdade – reconhecimento da fraternidade entre os homens;

Fraternidade – união e compromisso com uma sociedade mais justa.


Além disso, o Supremo Conselho integra organismos nacionais e internacionais ligados ao Rito Escocês, fortalecendo sua legitimidade e conexão com a Maçonaria universal.


Um Legado em Construção


A história do Supremo Conselho de SP é marcada por desafios, conflitos e superações, mas também por um compromisso contínuo com a evolução espiritual e filosófica do ser humano.


Mais do que uma instituição, ele representa uma construção coletiva — erguida “pedra sobre pedra” — sustentada por ideais que atravessam gerações e continuam a orientar seus membros na busca por uma sociedade mais livre, igualitária e fraterna.

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